Não gosto de ter que esquecer
Por que não tecer?
Usar a linha do possível
Com agulhas permeando o sensível...
O olfato oprimindo a visão
Seu tato, meu paladar, audíveis... vão.
Que tal cheirarmos um mundo
Tecido por tudo o que é abstrato?
O preço desse vestido
Pode ser um novo fado.
27 de out. de 2008
23 de set. de 2008
17 de set. de 2008
Lado G
Não quero lado A, B ou C
Não sou contra o favor nem tenho porquê
Quero o acaso que me lace por cima
Ou um rebote que arremate essa rima
Porque entre santos e marmanjos
Existem os que fingem que manjam
Aí, é muito melhor
Mas muito melhor
Sacar do que defender
Não sou contra o favor nem tenho porquê
Quero o acaso que me lace por cima
Ou um rebote que arremate essa rima
Porque entre santos e marmanjos
Existem os que fingem que manjam
Aí, é muito melhor
Mas muito melhor
Sacar do que defender
14 de set. de 2008
So'ou?
Seu vento leve soprou pra mim
Como uma brisa suspirante por mar
Marquei descalça
Sem alça
Sua balsa
Valsei
Sensação óbvia do acaso descasado
Do descaso sentido em calça
Saltei
Salto sem vara e sem colchão
Retalhos de dúvida
De uma pequena e breve imensidão
Como uma brisa suspirante por mar
Marquei descalça
Sem alça
Sua balsa
Valsei
Sensação óbvia do acaso descasado
Do descaso sentido em calça
Saltei
Salto sem vara e sem colchão
Retalhos de dúvida
De uma pequena e breve imensidão
10 de set. de 2008
Pulsar
Quando meu coração bate,
É pelo mundo que se reparte.
Não quero medidas de despedidas
Mas a sorte da felicidade
Peço muito pelo pulso
Penso tanto que me canso
Sem rima certa, vôo fácil
Sem troça, nem bossa, nem caça
É pelo mundo que se reparte.
Não quero medidas de despedidas
Mas a sorte da felicidade
Peço muito pelo pulso
Penso tanto que me canso
Sem rima certa, vôo fácil
Sem troça, nem bossa, nem caça
31 de ago. de 2008
Rádio
Faltam mesas, medidas, método
Falham os motes, métricas, mitos
Falo em motéis, micos, maus-tratos...
Amo os mesmos meninos metidos
Arroto aos módicos monges mordazes
Algemo as mudas maneiras maníacas
N A o d s O D S n a O
O D S n a N A o d s N
Falham os motes, métricas, mitos
Falo em motéis, micos, maus-tratos...
Amo os mesmos meninos metidos
Arroto aos módicos monges mordazes
Algemo as mudas maneiras maníacas
N A o d s O D S n a O
O D S n a N A o d s N
27 de ago. de 2008
Com Vinte
Quando o mundo se converte em sumo, eu fumo.
Quando o mundo se diverte em dentes, eu deito.
Quando o mundo se inverte em leito, eu luto.
Quando o mundo se diverte em dentes, eu deito.
Quando o mundo se inverte em leito, eu luto.
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