14 de set. de 2008

So'ou?

Seu vento leve soprou pra mim
Como uma brisa suspirante por mar

Marquei descalça
Sem alça
Sua balsa
Valsei

Sensação óbvia do acaso descasado
Do descaso sentido em calça
Saltei

Salto sem vara e sem colchão
Retalhos de dúvida
De uma pequena e breve imensidão

10 de set. de 2008

Pulsar

Quando meu coração bate,
É pelo mundo que se reparte.

Não quero medidas de despedidas
Mas a sorte da felicidade

Peço muito pelo pulso
Penso tanto que me canso

Sem rima certa, vôo fácil
Sem troça, nem bossa, nem caça

31 de ago. de 2008

Rádio

Faltam mesas, medidas, método
Falham os motes, métricas, mitos
Falo em motéis, micos, maus-tratos...

Amo os mesmos meninos metidos
Arroto aos módicos monges mordazes
Algemo as mudas maneiras maníacas

N A o d s O D S n a O
O D S n a N A o d s N

27 de ago. de 2008

Com Vinte

Quando o mundo se converte em sumo, eu fumo.
Quando o mundo se diverte em dentes, eu deito.
Quando o mundo se inverte em leito, eu luto.

24 de ago. de 2008

AH! SE EU PUDESSE....

Pular o limite da razão
Concretizar a louca lógica da pele
Carne, fogo, gozo, lábio
Corpo, arroubo, clímax

De novo o freio! MEDO< MEDO< MEDO
Destino cego, dor dividida, desejo re () saltado
Dúvida, dívida, calor
Menção honrosa de quem ousa ter caráter

Sem pensar no que seria
Salto as vírgulas sadias
Sempre em busca do presente
E só com as palavras silencio

11 de jul. de 2008

Amiga Lite

Pus na minha garganta
Meu último amigo
Seu cheiro é a única lembrança
A dor, meu tormento mais antigo
Se hoje não engulo, o quê! Como?
É porque sinto
Arder as amígdalas e o pulso ferver
Por um impulso de vida
Para o corpo talvez se movimentar...
Sei que não estou só
Tenho cientistas permeando meu corpo
e minha mente.
Só que o pus na garganta
Meu ator: Menta!

9 de jul. de 2008

BRANCO

Sustei um chique
Bloquearam meu sertão
Transferi um salto
Depositado na multidão
O prazo terminou
Investi tudo em criação